
A greve dos barqueiros responsáveis pelo transporte escolar fluvial da rede estadual continua em Tarauacá, deixando centenas de estudantes das comunidades ribeirinhas sem acesso às escolas há cerca de uma semana.
Após três dias de mobilização no município, os trabalhadores retornaram às suas comunidades sem receber os salários atrasados e os valores referentes ao aluguel das embarcações, além de não obterem uma resposta concreta do Governo do Estado ou das empresas terceirizadas responsáveis pelo serviço.
Os estudantes afetados dependem exclusivamente do transporte fluvial para chegar às unidades de ensino, já que residem às margens dos rios e igarapés da região. Com a paralisação, as aulas continuam comprometidas para centenas de alunos da zona rural.
Durante o período em que permaneceram na cidade, os barqueiros procuraram o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) em busca de apoio para intermediar uma solução junto às empresas contratadas e ao Governo do Estado. A categoria pede a regularização dos pagamentos em atraso e a retomada do transporte escolar, evitando maiores prejuízos aos estudantes.
Os trabalhadores afirmam que só retornarão às atividades quando houver a quitação dos débitos e garantias de que os pagamentos serão normalizados.
O Jornal Extra do Acre mantém o espaço aberto para manifestação da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) e das empresas responsáveis pelo transporte escolar, para que apresentem esclarecimentos sobre a situação e as medidas que serão adotadas para solucionar o impasse.






















































