
A assessoria jurídica e a equipe de campanha do ex-governador Gladson Camelí se manifestaram publicamente após a operação da Polícia Federal realizada na manhã desta terça-feira, 22, na residência do político, em Rio Branco. Em nota oficial, a defesa classificou a ação cautelar como uma medida “abusiva”, “de clara perseguição” e com o objetivo de influenciar o resultado das eleições deste ano, nas quais Camelí disputa uma vaga ao Senado Federal.
Segundo a nota assinada pelo advogado Erick Venâncio, causou estranheza o vazamento prévio de informações da operação para blogs e militantes ligados a adversários políticos antes mesmo que o próprio candidato ou seus defensores tivessem acesso aos autos ou às justificativas da diligência.
A defesa sustenta ainda que a medida fere entendimento firmado pela Suprema Corte no âmbito da ADPF 1017, que veda a aplicação de medidas cautelares contra candidatos a cargos majoritários nos 15 dias que antecedem a votação.
“É fundamental destacar que, conforme já decidido pelo Supremo Tribunal Federal, a alta corte do país, as provas do processo que acusa Gladson Camelí foram comprovadamente produzidas de forma ilegal. Ainda assim, continuam as medidas que consideramos abusivas (…). A lei deveria servir para todos com a missão de proteger, não para perseguir e intimidar”, pondera a nota, ressaltando a certeza de inocência e a disposição de colaborar com as autoridades.
Veja a nota na íntegra
“Causa estranheza que, às vésperas do processo eleitoral, seja deflagrada uma operação na qual alguns influenciadores, blogs e sites de militantes a serviço de adversários tiveram informações e acesso antecipado para noticiar de forma sensacionalista e pejorativa com o claro interesse de atingir e prejudicar a imagem da candidatura de Gladson Camelí, sem que ele ou seus advogados sequer tivessem acesso às razões da diligência.
Mais uma vez, tanto o candidato quanto sua assessoria jurídica se colocaram a disposição da Justiça, no intuito de colaborar com os esclarecimentos pela certeza de inocência. É fundamental destacar que, conforme já decidido pelo Supremo Tribunal Federal, a alta corte do país, as provas do processo que acusa Gladson Camelí foram comprovadamente produzidas de forma ilegal.
Ainda assim, continuam as medidas que consideramos abusivas e de clara perseguição com o intuito de influenciar o resultado eleitoral. Prova disso é o descumprimento de uma decisão do Supremo Tribunal Federal da ADPF 1017 que proíbe nos 15 dias que antecedem a eleição esse tipo de medida cautelar contra candidatos a cargos majoritários. A lei deveria servir para todos com a missão de proteger, não para perseguir e intimidar.
Confiamos na Justiça. Mas acima de tudo, confiamos em Deus e na sabedoria do eleitor acreano que está atento ao uso eleitoreiro das nossas instituições para perseguir e tentar influenciar o resultado das eleições.
Erick Venâncio
Assessoria Jurídica”
Com informações da A Gazeta do Acre.





















































