
Foto: Agência Senado.
Em uma conversa exclusiva com o site O Palaciano, na manhã desta sexta-feira (15), o senador Márcio Bittar (União-AC) disse o que espera da CPI das ONGs, comissão ao qual o parlamentar é relator.
Para Bittar, a CPI tem confirmado a suspeita dos senadores que lutaram pela implantação da comissão, a de que as ONGs são financiadas por forças estrangeiras para barrar o desenvolvimento do Brasil.
“Há uma ingerência de interesses econômicos de países como EUA, Canadá, Alemanha e Noruega, além de famílias como a Soros, Rockefeller e Ford, nessas ONGs ambientais e indígenas, na maioria delas”, disse o senador.
Bittar diz que por conta dessa atuação, 81% do bioma amazônico já “não pertence mais ao Brasil”. O senador eleito pelo Acre diz ainda que esse é o “maior assalto que esse país já sofreu”, porque, por conta do discurso de preservação da Amazônia, não se pode explorar as riquezas como a extração de nióbio e petróleo nessas áreas.
O senador contou que a CPI tem alguns objetivos claros, e um dos principais é “mostrar para as pessoas que há uma guerra econômica travestida de preocupação ambiental”.
“Se essas ONGs e países de fato estivessem preocupados com o meio ambiente, estariam na China, que joga um terço do CO2 de todo o planeta”, asseverou.
Bittar alegou que na prática o que ele espera é que, ao fim da CPI, eles possam propor medidas legislativas que “devolvam ao Brasil a autonomia da Amazônia”. O senador citou, por exemplo, que a Constituição diz que o subsolo é da nação e pode ser explorado independente da localização, mas que na prática isso não ocorre, o Governo Federal não tem mais esse poder. E ele quer corrigir isso.
“O Lula por exemplo queria explorar petróleo a mais de 150km da costa do Amapá e não conseguiu. Então eu acredito que essa correção seja do interesse do governo federal também”, contou Bittar.
O senador disse também que pretende propor uma solução legislativa que limite o poder do MPF com relação a políticas públicas e travamento de obras. Ele deu o exemplo da estrada que ligaria Cruzeiro do Sul a Pucallpa, no Peru, que “nem em construção está e até o estudo foi proibido”.
Por Thiago Cabral, O Palaciano.






















































