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As mudanças em secretarias e cargos comissionados são fatos normais em qualquer administração pública. Em Tarauacá, o prefeito Rodrigo Damasceno (PP) promoveu recentemente alterações nas Secretarias de Cultura e de Assistência Social, mudanças que foram divulgadas em primeira mão pelo Jornal Extra do Acre.
Na administração pública, cargos comissionados são de livre nomeação e exoneração. Em outras palavras, a mesma caneta que nomeia também pode exonerar. Quem assume esse tipo de função sabe que mudanças podem acontecer a qualquer momento, de acordo com as necessidades, avaliações e estratégias definidas pelo gestor.
Não existe cargo vitalício dentro de uma gestão municipal. Se o prefeito decidiu promover alterações em sua equipe, é porque entendeu que as mudanças são necessárias para o andamento da administração ou para atender objetivos estabelecidos pelo governo.
Também é importante lembrar que cabe ao prefeito escolher os integrantes de sua equipe de confiança. Muitas vezes, pessoas que ocupam cargos dentro da própria administração passam a fazer críticas públicas às decisões do governo, mesmo permanecendo em funções comissionadas.
A política permite divergências e opiniões diferentes, mas quem deseja construir um projeto alternativo tem o direito de disputar eleições, apresentar propostas e montar sua própria equipe. O que não parece coerente é permanecer ocupando cargos de confiança dentro da administração e, ao mesmo tempo, agir como oposição ao governo do qual faz parte.
No fim das contas, mudanças de secretários, diretores e demais cargos comissionados fazem parte da dinâmica de qualquer gestão pública e não representam, necessariamente, crise ou problema administrativo, mas sim uma prerrogativa legítima do chefe do Poder Executivo.






















































