
Após quase um mês de paralisação do transporte escolar da rede estadual, o comando do movimento dos barqueiros de Tarauacá reuniu-se nesta sexta-feira (5), na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, para avaliar o acordo firmado com a empresa responsável pelo serviço. A reunião contou com a presença do vereador Chagas Batista (PCdoB).
A proposta inicial apresentada à categoria previa o pagamento de quatro meses de salários atrasados, além da quitação de todos os aluguéis pendentes. Em contrapartida, os barqueiros comprariam, com recursos próprios, o combustível necessário para 15 dias de trabalho.
A categoria aceitou a proposta. A empresa, entretanto, quitou os quatro meses de salários atrasados, mas efetuou apenas o pagamento dos aluguéis referentes ao ano de 2025, permanecendo pendentes os valores de 2026.
Segundo a categoria, a empresa alegou dificuldades de caixa e se comprometeu a quitar os valores restantes no próximo dia 8.
Diante do compromisso assumido, os barqueiros decidiram retomar as atividades, principalmente em razão dos prejuízos causados aos estudantes pela falta do transporte escolar.
Apesar da retomada, a categoria deixou um recado claro: voltar ao trabalho não significa aceitar novos atrasos ou o descumprimento de acordos.
Para os barqueiros, a saída de uma situação que envolvia quatro meses de salários atrasados e mais de um ano e meio de aluguéis pendentes representa uma conquista importante, atribuída à união, organização e mobilização da categoria.
A situação também chama atenção para os impactos da paralisação na vida dos estudantes da zona rural, que dependem do transporte escolar para ter acesso às aulas.
Fica uma lição deixada pela categoria: nenhum poder que oprime é mais forte do que a união do povo em torno de uma causa justa.























































