
A baixa votação da ex-prefeita por dois mandatos e atual vice-prefeita de Tarauacá, Marilete Vitorino (PSD), na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), em 2026, pode trazer consequências para o cenário político municipal e influenciar diretamente a composição da chapa governista nas eleições de 2028.
Marilete obteve apenas 1.037 votos no município conhecido como a Terra do Abacaxi, um resultado considerado abaixo das expectativas diante de sua trajetória política, da estrutura administrativa à disposição do grupo e do apoio recebido durante a campanha eleitoral.
Mesmo contando com o embalo da candidatura do deputado federal eleito Dr. Fábio Rueda e com a articulação de aliados ligados à administração municipal, entre eles o secretário municipal de Saúde, Romário, a vice-prefeita não conseguiu alcançar um desempenho expressivo nas urnas. O resultado chama ainda mais atenção quando comparado ao de Neia Sérgio, que obteve mais que o dobro da votação de Marilete em Tarauacá.
O desempenho eleitoral coloca em discussão o peso político que a atual vice-prefeita ainda possui no município e levanta uma questão importante para os próximos dois anos: Rodrigo manterá Marilete Vitorino na composição da chapa para 2028 ou abrirá espaço para outra liderança com maior capacidade de mobilização eleitoral?
Embora ainda faltem dois anos para a próxima eleição municipal, os resultados de 2026 já podem servir de parâmetro para as articulações políticas que começam a se desenhar nos bastidores.
Dentro do próprio grupo da administração municipal, novas lideranças podem buscar protagonismo e apresentar seus nomes como alternativas para ocupar espaços estratégicos na disputa de 2028. Nesse cenário, o desempenho eleitoral de cada aliado, a capacidade de articulação e a influência junto ao eleitorado tendem a ganhar importância nas negociações políticas.
Para Marilete, o desafio será demonstrar que sua força política vai além dos 1.037 votos conquistados na disputa estadual. A experiência de ter administrado Tarauacá por dois mandatos e o atual cargo de vice-prefeita ainda representam ativos políticos, mas o resultado eleitoral pode alimentar questionamentos sobre sua capacidade de contribuir para a formação de uma chapa competitiva.
A votação abaixo das expectativas não significa, necessariamente, que Marilete esteja fora dos planos políticos de Rodrigo. Entretanto, o resultado pode enfraquecer sua posição nas futuras negociações e estimular outras lideranças a reivindicarem espaço na composição governista.
Em eleições municipais, a escolha de um vice-prefeito envolve não apenas lealdade política, mas também capacidade de agregar votos, ampliar alianças e fortalecer o projeto eleitoral do grupo.
Até 2028, muita coisa ainda pode mudar. A pergunta que fica é se Rodrigo continuará apostando na experiência política de Marilete Vitorino ou se os números das urnas de 2026 serão determinantes para abrir caminho a uma nova liderança dentro do grupo.
Em Tarauacá, a disputa pela composição da chapa governista poderá começar muito antes do calendário eleitoral. E a votação de Marilete, sem dúvida, passa a fazer parte dessa equação política.




















































