
Dois candidatos a deputado estadual no Acre, Dr. Pedro Benevides (PRD) e Renilda Rocha (Solidariedade), encerraram o primeiro turno das Eleições 2026 sem nenhum voto computado. O pleito foi realizado neste domingo (4), e o resultado foi registrado após a totalização das 2.270 seções eleitorais do estado.
Os dois estão entre os sete candidatos a deputado estadual do país que terminaram a disputa com votação zerada, segundo levantamento. A lista reúne ainda candidatos de Goiás, Pará, Pernambuco e Roraima.
Renilda Rocha disputou uma vaga na Assembleia Legislativa pela segunda vez. Ela já havia concorrido ao cargo em 2018 e foi candidata a vereadora em 2020. Segundo os dados declarados à Justiça Eleitoral, ela tem ensino médio completo e patrimônio de R$ 150 mil, composto por uma casa de alvenaria avaliada nesse mesmo valor.
Pedro Benevides, que é advogado e tem ensino superior completo, concorreu pela primeira vez. Ele declarou patrimônio de R$ 12 mil, referente a uma motocicleta CB 500, ano 1998.
Advogado esclarece renúncia de candidatura após aparecer com zero votos e diz que seu nome não deveria constar na urna
O advogado Pedro Ferreira Benevides Neto entrou em contato com o Jornal Extra do Acre para esclarecer sua situação após ter seu nome citado em uma matéria que listava candidatos que apareceram com zero votos nas últimas eleições.
Segundo Pedro, ele foi convidado pelo PRD para disputar a eleição, aceitou o convite e teve sua candidatura deferida pela Justiça Eleitoral. No entanto, ainda no início da campanha, decidiu não prosseguir com o projeto e formalizou sua renúncia.
“Sou advogado, tenho a ficha limpa e a minha candidatura foi deferida rapidamente pela Justiça Eleitoral. No entanto, logo no início da campanha, tomei a decisão de não continuar nesse projeto e formulei minha carta de renúncia”, afirmou.
O advogado explicou que comunicou sua decisão à família e aos apoiadores e que sequer chegou a realizar campanha eleitoral.
De acordo com Pedro, a renúncia ocorreu 25 dias antes do pleito. Entretanto, como o sistema das urnas eletrônicas já estava em processo de preparação e lacração, seu nome permaneceu disponível na tela de votação.
Ele ressaltou que, por esse motivo, o resultado registrado nos relatórios eleitorais não representa uma votação efetivamente obtida durante uma campanha.
“Portanto, não se tratou de votação, mas do cumprimento de uma norma técnica referente à minha renúncia”, declarou.
Pedro também solicitou ao Jornal Extra do Acre a retificação da informação anteriormente publicada, argumentando que a ausência da informação sobre sua renúncia poderia levar o leitor a uma interpretação equivocada sobre seu desempenho eleitoral.
No pedido encaminhado à redação, o advogado também mencionou o Direito de Resposta, previsto na Lei nº 13.188/2015, e solicitou que a matéria fosse atualizada com a devida ressalva ou que seu esclarecimento fosse publicado.
Ao final, Pedro agradeceu à família e aos apoiadores pelo apoio durante o período e afirmou que continuará atuando na advocacia.
“Seguimos juntos na advocacia, firmes na luta pela Justiça e pelo bem de todos”, concluiu.





















































