
O senador pelo Acre, Marcio Bittar (União) usou suas redes sociais nesta sexta-feira (7) para defender a votação do projeto de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. Em sua fala, Bittar afirmou que há coragem para se falar da ditadura do passado, mas não para denunciar o que chamou de “ditadura do presente”.
“Falar da ditadura do passado tem coragem para isso. Eu quero ver a coragem e a honestidade intelectual para falar da ditadura do presente”, declarou. O senador argumentou que pessoas estariam sendo perseguidas por terem participado dos protestos contra o resultado das eleições presidenciais e classificou as manifestações como legítimas.
“Homens e mulheres simples desse país, cabeleireira, motorista de caminhão, pai e mãe de família, que estavam protestando porque não gostaram do resultado de uma eleição, o que é legítimo, estão presas, sendo condenadas até 17 anos de cadeia”, afirmou.
A fala de Bittar faz uma referência indireta ao filme Ainda Estou Aqui, vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional deste ano. O longa brasileiro aborda a ditadura militar no Brasil, com foco no desaparecimento do ex-deputado Rubens Paiva durante o regime.
O senador também criticou a ausência de anistia para os condenados pelos atos de 8 de janeiro e defendeu que o Congresso leve o tema à votação. “A casa do povo tem a obrigação de colocar pra votar o projeto da anistia. E aí cada deputado e senador se posiciona e votará de acordo com a sua coragem”, disse.
O projeto de anistia para os envolvidos no 8 de janeiro tem gerado debate no Congresso Nacional. Enquanto aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro argumentam que os manifestantes foram punidos de forma desproporcional, opositores sustentam que os atos representaram uma tentativa de golpe contra as instituições democráticas. Até o momento, não há previsão de votação do projeto no Senado.
Redação, O Palaciano.























































