
Familiares de pacientes que realizam tratamento de hemodiálise participaram, na segunda-feira (20), de uma reunião na sede do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), em Tarauacá, com o promotor de Justiça Lucas Ferreira Bruno Iwakami de Mattos, para reforçar a necessidade da implantação de um centro de hemodiálise no município.
Durante o encontro, os familiares relataram as dificuldades enfrentadas por quem precisa percorrer cerca de 229 quilômetros até Cruzeiro do Sul, três vezes por semana, para realizar as sessões de hemodiálise.
Segundo eles, além do desgaste físico provocado pela doença, as constantes viagens representam sofrimento para pacientes e familiares, que defendem a implantação de um centro de hemodiálise em Tarauacá para atender também moradores de Feijó e Jordão.
Na reunião, o promotor explicou aos presentes os desdobramentos da decisão proferida pela juíza Stephanie Winck Ribeiro de Moura, da Vara Cível de Tarauacá, que determinou ao Estado do Acre a apresentação de um cronograma para contratação de médicos especialistas e para a ampliação do Hospital Dr. Sansão Gomes, medidas consideradas fundamentais para viabilizar a instalação do serviço no município.
A decisão judicial, assinada no dia 14 de julho de 2026, atende parcialmente ao pedido de tutela de urgência formulado pelo Ministério Público em uma Ação Civil Pública ajuizada em 11 de março de 2026, que busca garantir melhorias na assistência à saúde da população e a implantação do centro de hemodiálise em Tarauacá.
Pela decisão, o Estado deverá apresentar, no prazo de 60 dias, um cronograma detalhado para o remanejamento ou contratação de médicos especialistas, destinados ao Hospital Dr. Sansão Gomes e à Maternidade Ethel Muriel Geddis.
Além disso, terá 90 dias para apresentar um cronograma físico-financeiro das obras de reforma e ampliação das unidades de saúde, detalhando a aplicação dos recursos federais destinados ao projeto e as medidas necessárias para corrigir problemas estruturais, elétricos e sanitários apontados em relatórios técnicos.
Ao final da reunião, os familiares agradeceram ao promotor Lucas Bruno Iwakami pela atuação em defesa dos pacientes renais e também à juíza Stephanie Winck Ribeiro de Moura pela decisão judicial.
Eles afirmaram esperar uma resposta rápida do Governo do Estado, bem como o apoio da Prefeitura de Tarauacá, da Câmara de Vereadores, da Assembleia Legislativa, da bancada federal acreana e dos senadores para que o centro de hemodiálise seja implantado o quanto antes, evitando que dezenas de pacientes continuem enfrentando longas viagens para garantir um tratamento essencial à vida.





















































