
O abate e a comercialização de carnes bovinas e suínas sem fiscalização sanitária voltaram a gerar preocupação no município de Jordão, no interior do Acre.
Uma imagem encaminhada à redação do Jornal Extra do Acre mostra uma carcaça bovina sendo colocada por uma retroescavadeira na carroceria de um veículo, situação que levantou questionamentos sobre as condições de higiene adotadas no transporte e na comercialização da carne consumida pela população.
Segundo informações repassadas à reportagem, o município não dispõe de frigorífico ou matadouro municipal. Com isso, os abates estariam sendo realizados em locais improvisados e, posteriormente, a carne seria distribuída para açougues da cidade sem qualquer tipo de fiscalização sanitária permanente.
O problema não é recente. Em 2016, foi firmado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre o Ministério Público e a Prefeitura de Jordão, estabelecendo medidas para adequar o abate e a comercialização de carnes aos padrões de higiene exigidos pela legislação, incluindo a construção de um Matadouro Municipal.
No entanto, segundo as denúncias recebidas pelo Jornal Extra do Acre, passados quase dez anos da assinatura do acordo, as determinações ainda não teriam sido cumpridas, e os abates continuariam sendo realizados sem a estrutura adequada e sem o controle sanitário necessário.
A situação preocupa moradores, que alertam para os riscos à saúde pública, uma vez que a ausência de inspeção veterinária pode favorecer a comercialização de carnes impróprias para o consumo humano, aumentando o risco de transmissão de doenças.
A reportagem do Jornal Extra do Acre deixa o espaço aberto para que a Prefeitura de Jordão, a Secretaria Municipal de Saúde, a Vigilância Sanitária e o Ministério Público se manifestem sobre o assunto e esclareçam quais medidas estão sendo adotadas para garantir a segurança alimentar da população.





















































