
A convenção que oficializou Tião Bocalom como candidato ao Governo do Acre marcou, nesta sexta-feira, 31, mais do que o cumprimento de uma etapa do calendário eleitoral. No Ginásio do Sesi, em Rio Branco, o PSDB e seus aliados transformaram o encontro em uma demonstração de força política e de capacidade de mobilização, apresentando ao eleitorado uma candidatura que pretende ocupar um espaço próprio na disputa de 2026.
Ao lado do Cidadania, Bocalom apresentou sua chapa com Sargento Adônis na vice e Eduardo Veloso na disputa pelo Senado. A composição revela uma estratégia clara: construir uma candidatura capaz de dialogar com diferentes segmentos do eleitorado e, ao mesmo tempo, preservar uma identidade política própria em um cenário marcado por alianças, divisões e movimentos de aproximação entre os grupos que disputam o poder no Acre.
O ambiente da convenção ajudou a traduzir essa estratégia. Militantes, simpatizantes e apoiadores começaram a chegar ao Ginásio do Sesi ainda durante a tarde, criando uma atmosfera de mobilização em torno do nome do ex-prefeito de Rio Branco. O evento, apresentado por Bocalom e Adônis como uma “festa da democracia”, buscou combinar política e proximidade, com uma linguagem que aposta menos na formalidade partidária e mais na ideia de encontro entre famílias, amigos e apoiadores.
É justamente nessa construção de imagem que reside uma das principais apostas da candidatura.
Bocalom chega à disputa estadual carregando a experiência de ter administrado a capital acreana e com o desafio de transformar esse capital político municipal em uma candidatura de alcance estadual. A passagem pela Prefeitura de Rio Branco lhe deu visibilidade e uma base eleitoral importante, mas também o coloca diante da necessidade de apresentar ao eleitor do interior uma proposta que vá além da realidade da capital.
A convenção, nesse sentido, funcionou como uma espécie de ponto de partida simbólico. O discurso do “Produzir para Empregar”, citado pelo candidato durante o convite para o evento, sinaliza que a campanha pretende explorar uma agenda centrada na geração de emprego, no fortalecimento da produção e na atividade econômica. É uma tentativa de oferecer ao eleitor uma narrativa de gestão e desenvolvimento, em vez de limitar a campanha ao debate ideológico.
A escolha do Sargento Adônis para a vice também acrescenta uma camada importante à composição. Oriundo das forças de segurança, Adônis dialoga com um segmento que tradicionalmente possui peso eleitoral no campo conservador e pode ajudar a ampliar a identificação da chapa com pautas relacionadas à segurança pública, disciplina e ordem.
Já Eduardo Velloso, colocado na corrida pelo Senado, completa uma estrutura eleitoral que busca disputar espaço em diferentes frentes. A presença de um nome competitivo para a Câmara Alta pode ajudar a chapa a construir uma campanha mais ampla, capaz de associar a eleição para o governo à disputa proporcional e ao Senado.
Com informações do Noticias da Hora.
























































