
Em entrevista ao Café com Alexandre, nesta quarta-feira (2), candidato afirmou que Estado pode iniciar abertura da estrada caso consiga autorização federal
O candidato ao governo do Acre, Tião Bocalom, afirmou, durante entrevista ao programa Café com Alexandre, nesta quarta-feira (2), que o governo do Estado pode utilizar recursos próprios para iniciar a abertura da estrada que pretende ligar o Acre ao Peru, caso consiga autorização do governo federal.
Bocalom defendeu que o próximo governador pressione Brasília para tirar o projeto do papel e afirmou que, em uma eventual autorização para a abertura inicial da estrada, o Estado teria condições de entrar com máquinas e começar os trabalhos.
“Claro que não é o Governo do Estado que vai fazer, mas o governador vai para cima do Governo Federal e nós vamos ajudar a fazer”, afirmou.
Segundo o candidato, a estratégia seria buscar autorização junto aos órgãos federais e, caso seja permitido iniciar a abertura da via, utilizar a estrutura do próprio Estado.
“Se for autorizado abrir, se for só para rasgar a princípio na terra, o Governo do Estado tem condições de fazer. Ô DNIT, autoriza aqui que nós vamos meter as máquinas aqui e vamos chegar lá no Peru”, declarou.
Bocalom promete pressão por obra
Durante a entrevista, Bocalom afirmou que pretende cobrar uma posição mais firme do governo federal e criticou o que considera falta de iniciativa de gestões anteriores para avançar com a ligação terrestre entre o Acre e o Peru.
“Essa nós vamos fazer, Alexandre”, afirmou.
Na sequência, ele argumentou que a construção da estrada já estaria prevista em decreto relacionado à criação da reserva na região.
“Quando criou a reserva aqui já tinha, já ficou definido no artigo terceiro da lei do decreto que já estava autorizada a construir a estrada para o Peru”, disse.
Bocalom questionou por que, apesar disso, a obra ainda não teria avançado.
“Se tá autorizado construir a estrada para o Peru, por que não construiu? Porque não teve governador. Não teve governo que pegasse e fosse para cima do Governo Federal”, afirmou.
O candidato também disse que pretende enfrentar eventuais resistências de organizações e representantes da área ambiental.
“Eu vou para cima de ONG, de Marina Silva, de quem quer que for”, declarou.
Por Assessoria.























































