A condição dos ramais está entre os principais gargalos enfrentados também pelos produtores rurais da regional Tarauacá/Envira. Para quem depende da estrada para retirar a produção, o problema não se resume à falta de manutenção: passa também pela pouca durabilidade de parte dos serviços, pontes precárias, drenagem insuficiente e dificuldades de acesso que voltam a aparecer com a chegada das chuvas.
Alan Rick quer mudar essa realidade. A proposta é implantar um programa permanente de recuperação e manutenção dos ramais, com prioridade para as regiões produtoras e planejamento voltado a garantir acesso às comunidades rurais durante todo o ano.
“Não podemos aceitar que o produtor passe meses trabalhando, invista, plante, colha e, na hora de vender, descubra que não consegue retirar a produção. O ramal faz parte da atividade produtiva. Se queremos aumentar a produção do Acre, precisamos dar condições para que ela chegue ao mercado”, afirma Alan.
A proposta de Alan é substituir a lógica de intervenções isoladas por um trabalho que considere as condições do acesso como um todo. Além da recuperação da estrada, o planejamento deverá identificar pontes que precisam ser substituídas e pontos onde a drenagem compromete a durabilidade do ramal.
Entre as medidas previstas está a substituição gradual de pontes de madeira por estruturas permanentes, o reforço dos sistemas de drenagem e a utilização de técnicas construtivas adequadas às características do solo e do clima amazônico.
A intenção é reduzir a necessidade de refazer serviços nos mesmos pontos e aproveitar melhor os recursos destinados à manutenção da malha rural.
“Não adianta passar uma máquina no ramal e deixar uma ponte precária alguns quilômetros depois. Para quem precisa transportar a produção, o acesso continua ruim. Precisamos olhar onde o problema começa e fazer uma intervenção que dure mais. O dinheiro público precisa produzir resultado para quem está lá na ponta”, destaca.
Alan propõe também fortalecer as parcerias entre o governo estadual e as prefeituras, compartilhando planejamento e ampliando a capacidade de manutenção dos acessos rurais. A intenção é estabelecer prioridades a partir das necessidades de cada município, com atenção especial às comunidades e áreas de maior produção.
“Prefeitura sozinha muitas vezes não tem estrutura para atender uma malha rural tão extensa. Como parlamentar, apoiei todas as prefeituras do Acre com o envio de maquinário para fortalecer esse trabalho de recuperação, manutenção e abertura de ramais, estradas vicinais, além do apoio direto as comunidades produtivas. O Estado precisa ser parceiro. Nós vamos organizar essa atuação para aproveitar melhor máquinas, equipes e recursos e chegar a mais comunidades”, afirma.
BR-364 também está entre as prioridades
O olhar para a infraestrutura de Tarauacá/Envira não termina nos ramais. Alan sabe o peso que a BR-364 tem para a regional, tanto no deslocamento da população quanto no abastecimento das cidades e no transporte da produção. Por isso, a reconstrução e a manutenção da rodovia também estão entre as prioridades previstas para o próximo governo.
A proposta é fazer com que o Governo do Acre tenha uma atuação presente na discussão sobre a BR-364, mantendo articulação com o Governo Federal e o DNIT, acompanhando projetos e obras e cobrando as intervenções necessárias nos trechos que afetam diretamente Tarauacá/Envira. A reconstrução e a manutenção da rodovia integram o programa Acre Interligado.
“Quem vive em Tarauacá/Envira sabe o que acontece quando a BR está ruim. O frete pesa, o abastecimento sente, a viagem fica mais difícil e o produtor também paga essa conta. Mesmo sendo uma rodovia federal, o Governo do Acre não pode ficar distante desse debate. Como parlamentar, conseguimos ajudar muito, mas a gestão estadual precisa assumir essa responsabilidade. Vamos estar presentes, cobrando, acompanhando e trabalhando junto ao Governo Federal para defender aquilo que a regional precisa”, afirma Alan.
Por Assessoria.























































