
A morte de um menino de 12 anos no último sábado (17), no Hospital Regional do Juruá, em Cruzeiro do Sul, segue repercutindo nas redes sociais e levantando questionamentos sobre a qualidade do atendimento médico prestado à criança. A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) nega falhas e afirma que todos os protocolos foram seguidos, mas a mãe do garoto, Isaquilene de Sousa, afirma que o filho foi vítima de negligência e omissão médica desde os primeiros atendimentos no Hospital Geral de Feijó.
Em um desabafo publicado nas redes sociais nesta segunda-feira, 19, Isaquilene disse que está com o “coração partido” e que não poderia mais se manter em silêncio diante das notícias divulgadas. “Hoje, com o meu coração partido, venho nas redes sociais falar um pouco desse caso que me parte a alma. Diante de tantas mentiras que já vi em páginas de notícias, não posso ficar em silêncio, pois meu filho merece mais”, escreveu.
Segundo a mãe, o menino se acidentou com a catraca da própria bicicleta no dia 11 de maio. Ele foi levado inicialmente ao Hospital Geral de Feijó, mas Isaquilene afirma que o atendimento foi inadequado. “Foi atendido, mas de forma incompetente por equipes médicas que não trataram do ferimento de forma adequada, não passando os medicamentos necessários, não deram sequer uma injeção para combater a infecção, que rapidamente evoluiu, causando um inchaço imediato.”
Ela relata ainda que passou dias levando o filho entre o hospital e o posto de saúde sem que a situação fosse resolvida. “Eu e meu filho ficamos nesse vai e vem, e nada deles agilizarem o atendimento necessário que meu filho precisava. Um caso que poderia ser facilmente resolvido se tivéssemos uma equipe de médicos qualificados em nossa cidade.”
A criança deu entrada no Hospital de Feijó no dia 15, e a transferência para Cruzeiro do Sul foi solicitada no dia 16, sendo realizada no dia 17, conforme informou a Sesacre em nota oficial. A secretaria assegura que “todas as medidas cabíveis foram adotadas com agilidade” e que não houve omissão ou demora no atendimento. No entanto, o quadro evoluiu rapidamente para uma sepse grave, levando à morte da criança.
Isaquilene contesta a versão e afirma que o menino chegou a pedir justiça antes de morrer. “Até mesmo meu filho, antes de sua partida, pediu justiça, não mais por ele, mas por mais alguém que pode passar pelo mesmo sofrimento que ele estava passando. Tá doendo muito meu filho ter partido, mas a minha maior dor foi ver meu filho partir com o sofrimento que não merecia.”
Ela finaliza o desabafo pedindo respeito à dor da família e cobrando justiça. “Meu Diogo era um menino cheio de sonhos, trabalhador, educado e com um amor tão grande pelo próximo. Eu e minha família queremos justiça para o nosso eterno Diogo.”
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